Katherine Coleman Goble Johnson

A História de Katherine Coleman Goble Johnson

Katherine Coleman Goble Johnson foi uma matemática e cientista da computação afro-americana. Trabalhando para a NASA, ela foi essencial para a corrida espacial que levou o ser humano à Lua. Katherine nasceu em 1918, em White Sulphur Springs, West Virginia. Desde pequena, sempre mostrava seu talento para matemática. Se formou no ensino médio aos 14 anos e aos 15 iniciou os estudos na universidade, onde estudou em todos os cursos que ofereciam matemática. Com facilidade para os números, aos 18 anos, em 1937, estava formada no curso de Matemática e teve como professor W. W. Schieffelin Claytor, importante estudioso no assunto. Ela também foi selecionada para integrar um programa de estudos na Universidade da Virgínia Ocidental. Após de formar, Katherin se casou e teve três filhas, deixando de lado a carreira de cientista. Nessa época trabalhou como professora em escolas infantis. Só voltaria à carreira de pesquisadora em 1953, quando abriram vagas para cientistas negras no Comitê Consultivo Nacional para Aeronáutica (Naca), que mais tarde viria a se chamar NASA. Katherine queria conhecer todos os detalhes daquilo em que estava trabalhando. Ela não tinha permissão para participar de reuniões, então, perguntou se era contra a lei que uma mulher assistisse a uma reunião. Sua coragem e sua curiosidade deram resultado, e ela foi incluída nas reuniões. O cálculo de planos de voo envolvia equações de geometria complexas, e Katherine era extremamente boa nelas. Ela foi transferida para trabalhar no projeto Mercury, de 1961, e conseguiu calcular a janela de lançamento. Sua habilidade com matemática era incrível, e ela logo se tornou uma líder no cálculo de trajetórias, sendo uma parte essencial da equipe que calculou a rota para a primeira missão tripulada à Lua, em 1969. Ela fez a maior parte dos cálculos do projeto e também ficou encarregada de verificar as contas dos novos computadores mecânicos da Nasa. A matemática tinha de ser perfeita para que os tripulantes da Apolo voltassem à Terra em segurança. A missão Apolo foi um sucesso, e as importantes contribuições de Katherine a tornaram possível! Mais tarde, ela trabalhou em muitos projetos importantes da Nasa, inclusive no programa dos ônibus espaciais e nos planos para a missão a Marte. O trabalho dela ajudou os astronautas a visitar as estrelas e voltar à Terra em segurança. Ela se aposentou em 1986, depois de 33 anos de trabalho.

Eu contava tudo. Contava os passos na rua, os passos até a igreja, o número de pratos que eu tinha lavado. Tudo o que pudesse ser contado.

— Katherine Johnson

Legado

Katherine foi co-autora de 26 artigos científicos. A NASA mantém uma lista de artigos mais significativos de Johnson com links para sua ferramenta de busca de arquivo para encontrar outros. O impacto de seu legado pioneira para a ciência espacial e computação lhe rendeu diversas honrarias e medalhas, além de servir como modelo para outras estudantes. Desde 1979, antes de se aposentar da NASA, sua biografia tem lugar de destaque entre a lista de negros pioneiros em ciência e tecnologia. Em 24 de novembro de 2015, o presidente Barack Obama incluiu Katherine na exclusiva lista de dezessete estadunidenses que receberam a Medalha Presidencial da Liberdade e seu nome foi citado como exemplo pioneiro de mulheres negras na ciência, tecnologia, engenharia e matemática. Em março de 2016, começaram as finalizações do filme Hidden Figures, que foi lançado em 2017, sobre três cientistas negras da NASA que calcularam as trajetórias de voo do Projeto Mercury e do Apollo 11 nos anos 1960. O filme é baseado no livro de Margot Lee Shetterly que documentou as carreiras e as contribuições de Katherine Johnson, Dorothy Vaughan e Mary Jackson. Katherine é interpretada pela atriz indicada ao Oscar Taraji P. Henson. Em 5 de maio de 2016, a nova Instalação Katherine G. Johnson de Pesquisa em Computação foi formalmente dedicada pela agência no Centro Langley de Pesquisa, em Hampton, Virginia, no aniversário de 55 anos do voo histórico de Alan Shepard em seu foguete, que Katherine tornou possível.